Vampiro Zhyzhak
Clan:
Descrição do personagem
Zhyzhak
VENTO INFORTÚNIO
O caern estava perdido.
Darius Lua-Tranqüila não tinha mais nenhuma esperança, mesmo com elee pé apoiado em uma árvore.
Os Dançarinos eram muitos e ágeis. Ele imaginava que o caern teria mais tempo — de acordo com uma matilha, na última semana, os Dançarinos tinham conduzido um ataque bem sucedido contra um culto de prazer de magos e seus puxa-sacos na cidade. Darius podia jurar que os Dançarinos iriam se divertir com seus novos cativos por mais um tempo.
Agora eles estavam ali. Três deles o cercaram. Os dois menores — um homem limpo e arrumado usando óculos ainda em Hominídeo e um Crinos agachado que usava algum tipo de torc sacerdotal em volta de seu pescoço — flanqueavam a terceira, como se eles fossem uma escolta. E a terceira — Darius a reconheceu, mesmo ela estando em Glabro.
“Zhyzhak”.
Sua boca se entortou levemente para cima, um tímido sorriso que escondia as chamas de fúria em seus olhos.
O Dançarino na forma Hominídea falou, com uma voz sem emoção, sem mudanças de tom ou até mesmo interesse. “Veja. Sua infâmia se espalhou até os ouvidos de Gaia. Quão memorável você deve ser, Zhyzhak.”
Ele se transformou, sua linguagem corporal estava pronta, mas despreocupada. “Desespero não é desculpa para um planejamento falho, Darius. Você é um Vigia do Caern inútil”.
Darius balançou sua cabeça. Como? Eles sabiam demais!
O Crinos acenou, cuspindo palavras em um dialeto obsceno da língua Garou. “Sem-Alma fala a verdade. Seus Parentes podem não estar aqui, mas eles não estão a salvo. A Colméia irá encontrá-los em breve.” Ele
balançou a mão em um gesto de desprezo. “Claro, não é assunto nosso. Estávamos aqui para assegurar o sucesso”.
“Eu achei que vocês não fossem daqui,” disse Darius com uma voz baixa. Graças a Gaia que eles continuam falando, ele pensou. Assim me dão uma chance de me curar. Se eu ferir um deles rápido o suficiente, talvez
eu consiga escapar... Sua cabeça se levantou, e ele se retesou para saltar sobre o Dançarino que ainda estava em Hominídeo.
Zhyzhak balançou sua cabeça abruptamente, indo à frente, rosnando um crescente e aprisionado grito e atacou. Seu punho atravessou o esterno de Darius em uma nuvem de pedaços de ossos e sangue; suas costas
distenderam enquanto o golpe incrivelmente poderoso dobrava sua espinha para fora do corpo. Darius, sufocado, escorregou para trás do antebraço dela, e atingiu o chão como um cadáver humano, com os olhos fitando o céu.
A noite estava silenciosa. Não havia brisa para movimentar o ar; os cheiros de bile, sangue e vísceras rasgadas pairavam sobre o pequeno vale. Apenas os ruídos de alguns baixos resmungos e de choro estavam
sobre o campo de batalha: os Dançarinos sobreviventes davam fim aos cadáveres de suas vítimas. Manchas de chamas tóxicas tremeluziam aqui e ali, fazendo com que as sombras se contorcessem obscenamente.
Zhyzhak, com o chicote de espinhos ao redor de seu pescoço, flanqueada por seus dois companheiros de matilha, andou pela luz esverdeada e colocou seus punhos em sua cintura. Seu olhar severo vislumbrava o campo de batalha, para no final pousar sobre uma carcaça de um Crinos espancado empilhada próximo ao corpo humano de um defensor do caern. Ela foi à frente novamente, parando apenas quando os três estavam diante do cadáver de um de seus antigos companheiros de matilha.
Sem-Alma chutou a carcaça despedaçada em um de seus lados. “O Pai veio e conduziu o Ragabash para o fim. Ele queria sua morte”.
Nhaukh cuspiu cuidadosamente na poça de sangue e fluídos que se aglomeravam ao redor do cadáver. “E ainda assim, ele nunca quis morrer de outra forma.” Sua voz se tornou reverente; seus olhos pareciam focar em algo muito abaixo de onde o corpo jazia. “Dos quadris da Corruptora você surgiu, filho da Corrupção. Apesar de sua semente estéril, você se transformou em veneno na garganta da Cadela-Mundo. Maldito seja, e que rápida seja sua jornada”.
Ele ergueu sua cabeça, se virou, e gesticulou para um dos meio-lobos próximos a ele. “Leve o cadáver de Olhos-Sangrentos e junte com os mortos que ainda estão frescos. Ele serviu bem a tribo quando vivo; que ele sirva bem uma última vez ao alimentar os filhotes com sua carne”.
Um breve pigarreio respondeu às costas de Nhaukh enquanto os sombrios Dançarinos iam em direção ao corpo. “Perdão,” disse o hominídeo, caminhando com respeito até o pequeno círculo da matilha de Zhyzhak. Ele era um homem de cabelos escuros, com roupas limpas,
pele macia e olhos verdes. “Cheguei em um momento sentimental?”
“Pirog”. A voz de Sem-Alma foi vazia como nunca.
O recém-chegado sorriu, sem tirar os olhos de Zhyzhak. “Meus cumprimentos. Você realmente é tão temível quanto os Galliards dizem.” Seu olhar percorreu a poderosa, e coberta de sangue, constituição de Zhyzhak, desde seu enrolado rabo de cavalo, passou pelo seu top e
sua minissaia, descendo até seus pés descalços. “Eu estou honrado em ter minha matilha ao seu lado nisto”. “Um pequeno ataque”, Nhaukh respondeu cuidadosamente. “Certamente você já viu caerns mais impressionantes caírem”.
Pirog deu de ombros. “Eu e minha matilha fomos sortudos o suficiente para participar na captura do Monastério Shigalu, é verdade. Mas havia muitas matilhas, e fomori, e até mesmo um grande número de soldados humanos.” Seu sorriso se iluminou nas luzes das chamas tóxicas. “Uma era de grande Poder, com certeza, mas de alguma forma não tão excitante quanto isso”.
Zhyzhak cuspiu entre os pés de Pirog, então se virou e seguiu seu caminho. Os olhos de Pirog se arregalaram, e então se apertaram. “Ela me desafiou?” Sua voz era parte incredulidade e parte confusão.
“Ela se cansou de conversa.” respondeu Sem-Alma.
“Você se acostuma com a pouca paciência dela com conversas depois de algum tempo”.

“DROGA!" Zhyzhak estava gritando novamente — o que, essencialmente, significava que ela conversava com seus companheiros de matilha.
“QUEM, EM NOME DO DRAGÃO, SE IMPORTA SE AQUELES ESTÁTICOS SÃO BONS PARA A PROCRIAÇÃO, OU SE SÃO RUINS, OU SABE A WYRM LÁ O QUE MAIS? POR QUE NÓS ESTAMOS NOS FOCANDO NA PORRA DA PRÓXIMA GERAÇÃO DE DANÇARINOS SE NÓS PODEMOS GANHAR A GUERRA AGORA?”
Nhaukh suspirou; Sem-Alma apenas deu de ombros.
“Eu concordo com você, Zhyzhak,” disse Nhaukh. “O tempo está sobre nós. Se nós...
”VÁ SE FERAR, NHAUKH! EU NÃO ESTAVA
PEDINDO PARA VOCÊ BEIJAR MEU TRASEIRO!”
Ela golpeou seu punho contra a palma de sua outra mão com um som de um pequeno trovão. No impulso, ela puxou o Chicote Demoníaco de seu cinto e golpeou o pequeno túnel reservado à matilha.
As cavernas que guardavam a Colméia da Bile da Aranha eram praticamente sem luz, e a terra absorvia o som dos pés de Zhyzhak enquanto ela pisava nervosamente túnel abaixo. Na verdade, a natureza silenciosa de seus próprios passos apenas enfureceu a Ahroun ainda mais, e ela começou a chicotear as paredes de pedra com seu chicote enquanto continuava. Ela parou, repentinamente. Um cheiro meio familiar
avançava devagar em seu caminho pela neblina serpenteante de sua fúria.
Pirog saiu rapidamente da escuridão, golpeando o Chicote Demoníaco das mãos dela com uma pata, e a arremessando no chão com a outra. Sua cabeça gigantesca pausou, saboreando a visão dos olhos dela queimando de fúria e de surpresa, e então suas mandíbulas se fecharam em volta do pescoço dela. A mensagem era clara — mova-se, ou mesmo mude de forma, e eu arranco a sua garganta.
Ele encolheu uma de suas patas traseiras, e então rasgou a cintura dela, derramando sangue e rasgando a saia dela. Baba caía de sua boca, escorrendo pelo pescoço dela. Eu farei você minha, Zhyzhak, ele pensava, quase como se ela pudesse ouvi-lo. Eu farei você minha e sua
matilha será minha, como você. A lei da dominância.
Então Pirog ouviu um riso gutural. Isso o assustou, e suas mandíbulas inconscientemente relaxaram. E então, Zhyzhak desvencilhou sua mão Hominídea das garras de Crinos de Pirog, agarrou a parte de trás de
seu crânio, e o arremessou pelo salão.
Pirog só teve tempo de rolar até ficar de quatro, se perguntando como ela conseguira tanta força, antes que ela o atacasse novamente. Ele sentiu seu fêmur se partir, suas costelas se dobrarem, sua orelha ser arrancada de sua cabeça por seus dentes. Ele tentou arremessá-la, tentou fazer algo, mas o punho dela esmagou seu nariz, partindo seu focinho e dissolvendo seus pensamentos em uma nuvem de dor.
Como ela faz isso? Ele pensou delirantemente. Ela — em Hominídeo — a mão dele dobrou para trás com um estalo e ele meio que percebeu a
peculiar sensação do ar da Colméia em seu osso exposto. E então, ele não sentiu mais nada.

Na metade de seu caminho, Zhyzhak passou para Crinos e começou a gritar, uivos semi-articulados e maldições que ecoavam nos túneis em espiral.
Por fim, ela se ergueu novamente, retornando à sua forma Hominídea, sangue coagulado ao seu redor. Os últimos ecos de seus gritos finais desapareciam ao longe, e então encerraram-se. Sem-Alma e Nhaukh uniram-se às sombras, flanqueando-a como sempre.
Zhyzhak cuspiu algo irreconhecível a seu lado, algo carnudo, única pista de sua origem.
“BASTARDO!”
“Claro.” Sem-Alma observava o cadáver como alguém que estuda um inseto peculiar. “Ele poderia ter conquistado grandes coisas.”
“Um desperdício,” concordou Nhaukh. “O Pai deveria ter lhe presenteado com paciência; seu desejo de dominar e liderar fez com que ele cruzasse alguém mais escolhido do que ele.”
“PACIÊNCIA É O CARAMBA! NÓS NÃO PRECISAMOS DE NENHUM IDIOTA COMO ESSE BASTARDO EM NOSSA COLMÉIA! QUE A SUA MALDITA ALMA APODREÇA NO ABISMO E SUMA DO NOSSO CAMINHO!”
Ela sacudiu uma das mãos lateralmente, espalhando gotas do sangue de Pirog na parede distante.
“É MELHOR QUE TODA A MALDITA MATILHA DELE VENHA BEIJAR MEU TRASEIRO OU IRÃO COM ELE PARA A BOCA DO DRAGÃO!”
Descuidada com sua semi-nudez ou com o sangue espalhado pelo seu corpo, ela partiu de volta para a passagem que levava ao coração da Colméia. Nhaukh deu uma última olhada para as vísceras espalhadas de Pirog, e então a seguiu.
Sem-Alma se prolongou. Esgueirando-se entre os rasgados e espalhados grandes nacos de carne, ele alcançou um pedaço com uma das mãos, revirando esse pedaço, aquele pedaço de carne crua. Por fim, ele assentiu
para ele mesmo e se empertigou, com o crânio semidestruído de Pirog em sua mão.
Uma grossa massa de sangue e cabelo caiu da cabeça deformada antes que Sem-Alma falasse.
“Seu tipo é uma raça falha, perceba.”
Sua face era sem expressão, sua voz tranqüila, quase monótona.
“Nossa Colméia respeitava sua inteligência. Seu orgulho não era sem razão. Mas ele foi demais”.
Ele girou o crânio em suas mãos.
“Nós teríamos uma utilidade para você. A guerra vai acontecer em breve. Se você fosse mais como Zhyzhak e menos como as desgraçadas tropas de choque das Colméias...” Sua voz esgotou-se e ele balançou sua cabeça. “Mas novamente, não existe ninguém como ela. Nhaukh diz que ela irá esmagar o último Rei de Gaia sob seus calcanhares nas batalhas finais — ou assim dizem as visões”.
Ele esticou seus dedos e deixou o crânio rolar. Ele atingiu o solo com um barulho horrivelmente molhado e macio. Ele se virou e começou a caminhar, então parou e olhou por cima de seus ombros.
“Você deveria ter aguardado. A guerra irá acontecer durante o meu período de vida”.
Outro Dançarino teria pausado para sorrir. Sem-Alma simplesmente pausou.
“É claro, mas não no seu”.

"Abra bem os olhos Filhote, você poderá ser o próximo a morrer pelas Garras de Zhyzhak"

The Black Spiral Dancer
VENTO INFORTÚNIO
O caern estava perdido.
Darius Lua-Tranqüila não tinha mais nenhuma esperança, mesmo com elee pé apoiado em uma árvore.
Os Dançarinos eram muitos e ágeis. Ele imaginava que o caern teria mais tempo — de acordo com uma matilha, na última semana, os Dançarinos tinham conduzido um ataque bem sucedido contra um culto de prazer de magos e seus puxa-sacos na cidade. Darius podia jurar que os Dançarinos iriam se divertir com seus novos cativos por mais um tempo.
Agora eles estavam ali. Três deles o cercaram. Os dois menores — um homem limpo e arrumado usando óculos ainda em Hominídeo e um Crinos agachado que usava algum tipo de torc sacerdotal em volta de seu pescoço — flanqueavam a terceira, como se eles fossem uma escolta. E a terceira — Darius a reconheceu, mesmo ela estando em Glabro.
“Zhyzhak”.
Sua boca se entortou levemente para cima, um tímido sorriso que escondia as chamas de fúria em seus olhos.
O Dançarino na forma Hominídea falou, com uma voz sem emoção, sem mudanças de tom ou até mesmo interesse. “Veja. Sua infâmia se espalhou até os ouvidos de Gaia. Quão memorável você deve ser, Zhyzhak.”
Ele se transformou, sua linguagem corporal estava pronta, mas despreocupada. “Desespero não é desculpa para um planejamento falho, Darius. Você é um Vigia do Caern inútil”.
Darius balançou sua cabeça. Como? Eles sabiam demais!
O Crinos acenou, cuspindo palavras em um dialeto obsceno da língua Garou. “Sem-Alma fala a verdade. Seus Parentes podem não estar aqui, mas eles não estão a salvo. A Colméia irá encontrá-los em breve.” Ele
balançou a mão em um gesto de desprezo. “Claro, não é assunto nosso. Estávamos aqui para assegurar o sucesso”.
“Eu achei que vocês não fossem daqui,” disse Darius com uma voz baixa. Graças a Gaia que eles continuam falando, ele pensou. Assim me dão uma chance de me curar. Se eu ferir um deles rápido o suficiente, talvez
eu consiga escapar... Sua cabeça se levantou, e ele se retesou para saltar sobre o Dançarino que ainda estava em Hominídeo.
Zhyzhak balançou sua cabeça abruptamente, indo à frente, rosnando um crescente e aprisionado grito e atacou. Seu punho atravessou o esterno de Darius em uma nuvem de pedaços de ossos e sangue; suas costas
distenderam enquanto o golpe incrivelmente poderoso dobrava sua espinha para fora do corpo. Darius, sufocado, escorregou para trás do antebraço dela, e atingiu o chão como um cadáver humano, com os olhos fitando o céu.
A noite estava silenciosa. Não havia brisa para movimentar o ar; os cheiros de bile, sangue e vísceras rasgadas pairavam sobre o pequeno vale. Apenas os ruídos de alguns baixos resmungos e de choro estavam
sobre o campo de batalha: os Dançarinos sobreviventes davam fim aos cadáveres de suas vítimas. Manchas de chamas tóxicas tremeluziam aqui e ali, fazendo com que as sombras se contorcessem obscenamente.
Zhyzhak, com o chicote de espinhos ao redor de seu pescoço, flanqueada por seus dois companheiros de matilha, andou pela luz esverdeada e colocou seus punhos em sua cintura. Seu olhar severo vislumbrava o campo de batalha, para no final pousar sobre uma carcaça de um Crinos espancado empilhada próximo ao corpo humano de um defensor do caern. Ela foi à frente novamente, parando apenas quando os três estavam diante do cadáver de um de seus antigos companheiros de matilha.
Sem-Alma chutou a carcaça despedaçada em um de seus lados. “O Pai veio e conduziu o Ragabash para o fim. Ele queria sua morte”.
Nhaukh cuspiu cuidadosamente na poça de sangue e fluídos que se aglomeravam ao redor do cadáver. “E ainda assim, ele nunca quis morrer de outra forma.” Sua voz se tornou reverente; seus olhos pareciam focar em algo muito abaixo de onde o corpo jazia. “Dos quadris da Corruptora você surgiu, filho da Corrupção. Apesar de sua semente estéril, você se transformou em veneno na garganta da Cadela-Mundo. Maldito seja, e que rápida seja sua jornada”.
Ele ergueu sua cabeça, se virou, e gesticulou para um dos meio-lobos próximos a ele. “Leve o cadáver de Olhos-Sangrentos e junte com os mortos que ainda estão frescos. Ele serviu bem a tribo quando vivo; que ele sirva bem uma última vez ao alimentar os filhotes com sua carne”.
Um breve pigarreio respondeu às costas de Nhaukh enquanto os sombrios Dançarinos iam em direção ao corpo. “Perdão,” disse o hominídeo, caminhando com respeito até o pequeno círculo da matilha de Zhyzhak. Ele era um homem de cabelos escuros, com roupas limpas,
pele macia e olhos verdes. “Cheguei em um momento sentimental?”
“Pirog”. A voz de Sem-Alma foi vazia como nunca.
O recém-chegado sorriu, sem tirar os olhos de Zhyzhak. “Meus cumprimentos. Você realmente é tão temível quanto os Galliards dizem.” Seu olhar percorreu a poderosa, e coberta de sangue, constituição de Zhyzhak, desde seu enrolado rabo de cavalo, passou pelo seu top e
sua minissaia, descendo até seus pés descalços. “Eu estou honrado em ter minha matilha ao seu lado nisto”. “Um pequeno ataque”, Nhaukh respondeu cuidadosamente. “Certamente você já viu caerns mais impressionantes caírem”.
Pirog deu de ombros. “Eu e minha matilha fomos sortudos o suficiente para participar na captura do Monastério Shigalu, é verdade. Mas havia muitas matilhas, e fomori, e até mesmo um grande número de soldados humanos.” Seu sorriso se iluminou nas luzes das chamas tóxicas. “Uma era de grande Poder, com certeza, mas de alguma forma não tão excitante quanto isso”.
Zhyzhak cuspiu entre os pés de Pirog, então se virou e seguiu seu caminho. Os olhos de Pirog se arregalaram, e então se apertaram. “Ela me desafiou?” Sua voz era parte incredulidade e parte confusão.
“Ela se cansou de conversa.” respondeu Sem-Alma.
“Você se acostuma com a pouca paciência dela com conversas depois de algum tempo”.

“DROGA!" Zhyzhak estava gritando novamente — o que, essencialmente, significava que ela conversava com seus companheiros de matilha.
“QUEM, EM NOME DO DRAGÃO, SE IMPORTA SE AQUELES ESTÁTICOS SÃO BONS PARA A PROCRIAÇÃO, OU SE SÃO RUINS, OU SABE A WYRM LÁ O QUE MAIS? POR QUE NÓS ESTAMOS NOS FOCANDO NA PORRA DA PRÓXIMA GERAÇÃO DE DANÇARINOS SE NÓS PODEMOS GANHAR A GUERRA AGORA?”
Nhaukh suspirou; Sem-Alma apenas deu de ombros.
“Eu concordo com você, Zhyzhak,” disse Nhaukh. “O tempo está sobre nós. Se nós...
”VÁ SE FERAR, NHAUKH! EU NÃO ESTAVA
PEDINDO PARA VOCÊ BEIJAR MEU TRASEIRO!”
Ela golpeou seu punho contra a palma de sua outra mão com um som de um pequeno trovão. No impulso, ela puxou o Chicote Demoníaco de seu cinto e golpeou o pequeno túnel reservado à matilha.
As cavernas que guardavam a Colméia da Bile da Aranha eram praticamente sem luz, e a terra absorvia o som dos pés de Zhyzhak enquanto ela pisava nervosamente túnel abaixo. Na verdade, a natureza silenciosa de seus próprios passos apenas enfureceu a Ahroun ainda mais, e ela começou a chicotear as paredes de pedra com seu chicote enquanto continuava. Ela parou, repentinamente. Um cheiro meio familiar
avançava devagar em seu caminho pela neblina serpenteante de sua fúria.
Pirog saiu rapidamente da escuridão, golpeando o Chicote Demoníaco das mãos dela com uma pata, e a arremessando no chão com a outra. Sua cabeça gigantesca pausou, saboreando a visão dos olhos dela queimando de fúria e de surpresa, e então suas mandíbulas se fecharam em volta do pescoço dela. A mensagem era clara — mova-se, ou mesmo mude de forma, e eu arranco a sua garganta.
Ele encolheu uma de suas patas traseiras, e então rasgou a cintura dela, derramando sangue e rasgando a saia dela. Baba caía de sua boca, escorrendo pelo pescoço dela. Eu farei você minha, Zhyzhak, ele pensava, quase como se ela pudesse ouvi-lo. Eu farei você minha e sua
matilha será minha, como você. A lei da dominância.
Então Pirog ouviu um riso gutural. Isso o assustou, e suas mandíbulas inconscientemente relaxaram. E então, Zhyzhak desvencilhou sua mão Hominídea das garras de Crinos de Pirog, agarrou a parte de trás de
seu crânio, e o arremessou pelo salão.
Pirog só teve tempo de rolar até ficar de quatro, se perguntando como ela conseguira tanta força, antes que ela o atacasse novamente. Ele sentiu seu fêmur se partir, suas costelas se dobrarem, sua orelha ser arrancada de sua cabeça por seus dentes. Ele tentou arremessá-la, tentou fazer algo, mas o punho dela esmagou seu nariz, partindo seu focinho e dissolvendo seus pensamentos em uma nuvem de dor.
Como ela faz isso? Ele pensou delirantemente. Ela — em Hominídeo — a mão dele dobrou para trás com um estalo e ele meio que percebeu a
peculiar sensação do ar da Colméia em seu osso exposto. E então, ele não sentiu mais nada.

Na metade de seu caminho, Zhyzhak passou para Crinos e começou a gritar, uivos semi-articulados e maldições que ecoavam nos túneis em espiral.
Por fim, ela se ergueu novamente, retornando à sua forma Hominídea, sangue coagulado ao seu redor. Os últimos ecos de seus gritos finais desapareciam ao longe, e então encerraram-se. Sem-Alma e Nhaukh uniram-se às sombras, flanqueando-a como sempre.
Zhyzhak cuspiu algo irreconhecível a seu lado, algo carnudo, única pista de sua origem.
“BASTARDO!”
“Claro.” Sem-Alma observava o cadáver como alguém que estuda um inseto peculiar. “Ele poderia ter conquistado grandes coisas.”
“Um desperdício,” concordou Nhaukh. “O Pai deveria ter lhe presenteado com paciência; seu desejo de dominar e liderar fez com que ele cruzasse alguém mais escolhido do que ele.”
“PACIÊNCIA É O CARAMBA! NÓS NÃO PRECISAMOS DE NENHUM IDIOTA COMO ESSE BASTARDO EM NOSSA COLMÉIA! QUE A SUA MALDITA ALMA APODREÇA NO ABISMO E SUMA DO NOSSO CAMINHO!”
Ela sacudiu uma das mãos lateralmente, espalhando gotas do sangue de Pirog na parede distante.
“É MELHOR QUE TODA A MALDITA MATILHA DELE VENHA BEIJAR MEU TRASEIRO OU IRÃO COM ELE PARA A BOCA DO DRAGÃO!”
Descuidada com sua semi-nudez ou com o sangue espalhado pelo seu corpo, ela partiu de volta para a passagem que levava ao coração da Colméia. Nhaukh deu uma última olhada para as vísceras espalhadas de Pirog, e então a seguiu.
Sem-Alma se prolongou. Esgueirando-se entre os rasgados e espalhados grandes nacos de carne, ele alcançou um pedaço com uma das mãos, revirando esse pedaço, aquele pedaço de carne crua. Por fim, ele assentiu
para ele mesmo e se empertigou, com o crânio semidestruído de Pirog em sua mão.
Uma grossa massa de sangue e cabelo caiu da cabeça deformada antes que Sem-Alma falasse.
“Seu tipo é uma raça falha, perceba.”
Sua face era sem expressão, sua voz tranqüila, quase monótona.
“Nossa Colméia respeitava sua inteligência. Seu orgulho não era sem razão. Mas ele foi demais”.
Ele girou o crânio em suas mãos.
“Nós teríamos uma utilidade para você. A guerra vai acontecer em breve. Se você fosse mais como Zhyzhak e menos como as desgraçadas tropas de choque das Colméias...” Sua voz esgotou-se e ele balançou sua cabeça. “Mas novamente, não existe ninguém como ela. Nhaukh diz que ela irá esmagar o último Rei de Gaia sob seus calcanhares nas batalhas finais — ou assim dizem as visões”.
Ele esticou seus dedos e deixou o crânio rolar. Ele atingiu o solo com um barulho horrivelmente molhado e macio. Ele se virou e começou a caminhar, então parou e olhou por cima de seus ombros.
“Você deveria ter aguardado. A guerra irá acontecer durante o meu período de vida”.
Outro Dançarino teria pausado para sorrir. Sem-Alma simplesmente pausou.
“É claro, mas não no seu”.

"Abra bem os olhos Filhote, você poderá ser o próximo a morrer pelas Garras de Zhyzhak"

The Black Spiral Dancer
Estatísticas
| Total da pilhagem: | 101.222,00 Litro de sangue |
| Vítimas mordidas (link): | 0 |
| Combates: | 313 |
| Vencidos: | 58 |
| Derrotas: | 255 |
| Empates | 0 |
| Ouro ganho: | ~ 4.000,00 ![]() |
| Ouro perdido: | ~ 16.000,00 ![]() |
| Danos causados: | 8837.3 |
| Danos sofridos: | 118657.07 |
Atributos de Zhyzhak:
| Nível do personagem: | Nível 25 |
| Força: | ![]() (42) |
| Defesa: | ![]() (42) |
| Agilidade: | ![]() (42) |
| Resistência: | ![]() (42) |
| Habilidade: | ![]() (28) |
| Experiência: | ![]() (3028|3125) |
As estatísticas da página ancestral Zhyzhak
| Desafios tentados: | 9 |
| Desafios bem sucedidos: | 9 |
| Desafios perdidos: | 0 |
O guarda de Zhyzhak
| Gênero de guarda: | Cão de Caça Gêmeo |
| Nome do guarda: | Cão de Caça Gêmeo |
| Ataque: | ![]() (30) |
| Defesa: | ![]() (20) |
| Resistência: | ![]() (19) |
Dados do perfil
| Sexo: | feminino |
| Idade: | 41-50 Ano |
| Localidade: | --- |
| Número ICQ: | --- |
| MSN Messenger: | --- |
| Yahoo: | --- |
| Nome AIM: | --- |
| Jabber | --- |
| Skype | --- |
Arena
Zhyzhak Ainda não atingiu um ranking especial na arena.


(42)
(3028|3125)